sábado, 15 de junho de 2013

  Reflexões

              A Ratoeira
   Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. 
   Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. 
   Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos: "Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!" 
   A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse: "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda." 
   O rato foi até o porco e disse a ele:  "Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira!" 
   "Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces." 
   O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse: "O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!" 
   Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. 
   Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. 
   A cobra picou a mulher. 
   O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. 
   O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 
   Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. 
   Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la. 
   Muita gente veio vê-la,  o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo. 
   Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito , lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
   O problema de um é problema de todos, quando convivemos em equipe. O sucesso de qualquer projeto depende de todos nós




                                                                                                                     
Situação de Aprendizagem III

Atividades com o texto “Pausa”  -    (Moacir Scliar)  

      Público-alvo- alunos de 8ª série/ 9º ano

 1.  Observando as imagens  


A partir da visualização da imagem pelos alunos, questioná-los sobre a função desta tecla nos aparelhos eletrônicos, tão comumente usados por eles. Em quais momentos eles a utilizam?


A partir desta outra visualização, questioná-los sobre quando a vida de cada um precisa de uma pausa e por quê.

2. A partir da leitura do título “Pausa”, verifique suas impressões sobre a mesma palavra, o que será narrado no texto.

3. Capacidade de compreensão: ativação de conhecimento prévio.

    Organize o texto, de acordo com os acontecimentos narrados.

4. Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
    Após a realização das questões 2 e 3, suas impressões se confirmaram sobre a ideia principal da narrativa.

5. Localização ou construção do tema ou da ideia principal.

   Faça um levantamento das palavras desconhecidas e procure o significado no dicionário.

6. Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário.
  
   No inicio do texto o autor dá uma pista do que seria a pausa para o personagem. Que expressão usada no texto define a pausa?


7. Identificação de palavras-chave para a determinação dos conceitos veiculados.

   A partir dos elementos da narrativa observados que gênero pertence o texto?
a) (   ) notícia
b) (   ) fábula
c) (   ) conto
d) (   ) relato de experiência

  Encontrar no texto exemplos de personificação.
  ( cidade começava a mover-se, automóveis buzinando, noite caía...)


8. Utilização das pistas linguísticas para compreender a hierarquização das proposições, sintetizando o conteúdo do texto.

   Identificar três expressões que revelam a progressão temporal na narrativa.

   Relacionar o emprego de diversas frases curtas que aparecem no texto, com a velocidade que tem invadido e tornado mecânico o cotidiano das pessoas nos dias atuais. Ex:" Muito trabalho.Não há tempo. Levo um lanche."

9. Utilização das pistas linguísticas para compreender a hierarquização das proposições, sintetizando o conteúdo do texto.

   Para a personagem, qual é a verdadeira pausa? Explique.

10. Pesquisando os símbolos:

SETE: ordem completa, período, ciclo. Símbolo da dor. Número de discípulos de Jesus. Sete eram as virtudes, as artes e as ciências, sete sacramentos, sete idades do homem, sete pecados capitais, sete pedidos expressos no Pai Nosso.
SOMBRA: imagem da alma do homem.
AZULADA: tem efeito "frio". Configuração de vida moderada, leve e superior. Transparência do vazio que está por vir. Cor do mistério, do engano e da incerteza.
MÁSCARA: nem sempre são disfarce visual, mas muitas vezes de modo "absoluto".
ESCURA: caos original. Hostil. Esconderijo.
CHAPÉU: símbolo do nível social. Tirá-lo faz aquele que o usa tornar-se menor, e é um sinal de deferência.
CARRO: um carro nave desempenhava um papel importante no culto tardo-antigo de Ísis.
BARCAÇAS: geralmente o barco é entendido como símbolo da viagem, também o da vida.
DOIS: o número dois revela como ele está contrapondo-se à vida que leva.
OLHOS: símbolo da capacidade de expressão espiritual. Como imagem onírica é frequentemente um símbolo velado para a genitália feminina. Órgão da luz e da consciência. Espelho da alma.
FRIO: passivo.
QUATRO: símbolo da terra, da especialidade terrestre, do situacional, dos limites externos. É o número das realizações tangíveis e dos elementos.
ÁGUA: de um lado dá a vida e torna fértil, mas do outro alude ao afundamento e ao declínio.
NU: sentido ambivalente: puro clímax da mera beleza física e atração irracional arraigada nas profundezas invisíveis ao intelecto; caracteriza a condição "primitiva" da humanidade, nu de pecados, para que nenhum mal possa atacá-lo.
PLANÍCIE: turgência de uma emoção ou de uma idéia, em todo o seu poder nascente; verdade e materialidade, verdade, duração e intensidade do sentimento causante.
ÍNDIO: não é apenas o homem primitivo, mas também o cavaleiro decaído de sua condição ou o que enlouqueceu.
CAVALO: desejos exaltados, extintos; presságio de morte; intuição do inconsciente; personificação simbólica de força e vitalidade.
PLANALTO: turgência de uma emoção ou de uma idéia, em todo o seu poder nascente; verdade e materialidade; verdade, duração e intensidade do sentimento causante.
COLINAS: lugares que sempre frequentará aquele que procura cultivar a sua natureza original.
VENTRE: lugar onde se produzem as transformações, metamorfoses naturais apenas; é o aspecto inverso do cérebro.
VALE: zona neutra, perfeita para o desenvolvimento da manifestação, da criação e progresso material; tem um caráter muito fértil.
PERNAS: erigir, levantar, assentar; pedestal, firmeza, esplendor.
DUAS: eco, reflexo, contraposição; a imobilidade momentânea quando as forças são iguais.
OLHOS: expressão espiritual; símbolo para a genitália feminina; espelho da alma.
LANÇA: símbolo de guerra e também sexual; arma da terra.
SANGUE: lança que sangra está relacionada com a paixão; sangue derramado é um símbolo do sacrifício: essência da vida.
SONHO:
•tem sua raiz na personalidade apenas em parte consciente do ser humano.
•não são construídas de qualquer maneira, mas antes surgem de camadas profundas.
•é um sonho alegórico, que precisa ser interpretado.

11. Reflexão

1. Qual o significado do título na construção do sentido do texto?

2.. Em que momentos de sua vida você também quis fugir, como Samuel? Compare suas experiências de vida com as de Samuel.

3. O que você imaginou que Samuel fazia aos domingos antes de terminar a leitura do conto?

4. Como era o relacionamento de Samuel e sua esposa no texto?

5. Você acredita que Samuel realmente conseguia descansar e desligar-se da correria do dia a dia ? Exemplifique.

12. Construção do sentido global do texto.

  É importante lembrar a fuga de personalidade que Samuel faz. A pausa representa um refúgio, uma fuga da realidade, do meio social e familiar. É nesse momento que Samuel, passando-se por Isidoro, manifesta seus desejos e sua insatisfação com a vida. Ele tem medo de ser reconhecido, ou seja, medo de que seja identificado pela sociedade, e isso é ratificado no trecho: "Olhou para os lados entrou furtivamente". O personagem enquanto sujeito faz o ato de negar a sua própria identidade para o mundo e para si mesmo.

13. Produção escrita: Crie um texto que fale o contrário do tema apresentado, mostrando uma personagem que vive na monotonia e quer ter uma experiência de correria e stress.









SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM  II

CRÔNICAAVESTRUZ  

Mário Prata

            O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
            Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
            E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
            Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por assustando as demais aves normais.
            Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada .
            Sacanagem, Senhor!
            Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
            Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
            Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
            Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
            Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo, máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
            Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
            Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18

ATIVIDADE ORAL
1) Que tipo de animal é uma avestruz?

2) Vocês viram uma avestruz?

LEITURA COMPARTILHADA

ANÁLISE DO GÊNERO LITERÁRIO

- A crônica narra de forma artística e pessoal fatos do cotidiano. Que fatos estão enfatizados nesta crônica?

- A crônica geralmente é um texto curto e leve, escrito com objetivo de divertir o leitor e /ou levá-lo a refletir criticamente sobre a vida e o comportamento humano. Como estes dois objetivos estão presentes na crônica escolhida?

- O narrador presente na crônica pode ser do tipo observador ou personagem. Como é o narrador da crônica analisada?


- A crônica emprega geralmente a variedade padrão informal em linguagem curta e direta, próxima do leitor. Analise a linguagem empregada na crônica.


QUESTÕES ORAIS

1) A partir do título "Avestruz", levante hipóteses:

a) Qual o assunto tratado na crônica?
b)  Quem seriam os possíveis personagens?

2) Leia o primeiro e o segundo parágrafos e deduza o que acontecerá a seguir.

3) Leia o parágrafo terceiro e deduza o desfecho da história.

4) Suas hipóteses se confirmaram?

ATIVIDADE ESCRITA

1) VOCABULÁRIO

Procure no dicionário as palavras desconhecidas e encontre o significado adequado.


2) ANÁLISE DO TEXTO


1) Divida a sequência narrativa em quatro partes:

            A. SITUAÇÃO INICIAL

            B. CONFLITO

            C. CLIMAX

            D. DESFECHO

2) Qual o tipo de narrador? Narrador-observador ou narrador-personagem?

3) Como o Autor descreve a avestruz?
4) Quem são os personagens do texto?
5) Por que o garoto desistiu do avestruz?

 ATIVIDADES NA SALA DE INFORMÁTICA
Pesquisar sobre a vida e o habitat das avestruzes:
Regiões onde vivem;
Clima adequado à sobrevivência desses animais;
Média de vida,
Alimentação;
Tamanho;
Peso;
Procriação
PRODUÇÃO DE TEXTO
Reescreva o texto, dando um novo final para a história e novo título.
Produza uma História em Quadrinhos (criar diálogos, desenhos de acordo com a sequência da história)

Reunidos em pequenos grupos, identifiquem episódios do cotidiano escolar e comente-os em forma de pequenas crônicas.

MÚSICA
AVESTRUZ

Dé Di Paula & Zé Henrique


Tava cansado de viver lá na roça
De andar só de carroça, resolvi então mudar
Vendi meu sítio, vendi vaca e galinha
E peguei tudo que eu tinha na cidade fui morar
O meu dinheiro tava num banco guardado
Veio um cara engomado disse vou te dar uma luz
Mais que depressa peguei o meu capital
Fiz um negócio legal comprei tudo em avestruz
O paladar desse bicho é aguçado
Ta no seu papo guardado o dinheiro que eu pus

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Pra me ajudar a tocar este negócio
Arrumei foi muito sócio veja só no que foi dar
Cabeleireira empenhou sua tesoura
Diarista a vassoura hoje vive a reclamar
Tinha um amigo que dizia ser esperto
Teve prejuízo certo hoje ta desesperado
Foi a motoca, foi a égua e a poupança
Realmente foi lambança, só deu cheque carimbado
Até o vovô que guardava um dinheirinho
Comprou quatro filhotinhos lá se foi seu ordenado

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Neste negócio de comprar este bichinho
Fiquei falando sozinho e agora o que fazer
Comeu o carro, foi também a camioneta
Só não foi a bicicleta pois não consegui vender
Era feliz e vivia controlado
Com a família do lado não devia pra ninguém
Na quebradeira que esse bicho me deixou
Minha mulher me abandonou e meus amigos tamém
To apertado igual um pinto no ovo
Este bicho é um estorvo, nem me fale nesse trem

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Avestruz, comeu até minha aposentadoria!!!



PERCEPÇÃO DE OUTRAS LINGUAGENS


Desenhe o avestruz de acordo com a descrição do texto.



SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM I

Para o texto "Meu primeiro beijo" ( Antonio Barreto)  pensamos em duas sequências de atividades: uma para  alunos de 7ª série/ 8º ano e a outra 8ª série/ 9º ano.

Atividades com o texto “Meu primeiro beijo”  -    ( Antonio Barreto)  

      Público-alvo- alunos de 8ª série/ 9º ano

1.  Ouvindo a música-  Depois de ouvirem  as músicas  “Meu primeiro beijo” – João Victor,  “Beija  eu” - (Marisa Monte)  participem de uma roda informal de conversa com seus colegas , falem de suas impressões: Já conheciam as músicas? O que acharam delas? Como o título contribuiu para identificar o tema? Conhecem outras letras semelhantes à que foi tocada? Quais? Em que essas letras são semelhantes?

2-   Discussão oral com os alunos _ ativação de conhecimentos de mundo a partir  do título; levantamento de hipóteses ( o que você espera desse texto?);

3-   Leitura silenciosa _  após a leitura , identifique a  que gênero o mesmo pertence;

4-   Leitura compartilhada, com a mediação do professor, ou seja, ele guiando a leitura para dar referências de entonação, recursos de expressividade, a exemplo de interjeições;

5– Após a leitura, procura pelos alunos, de pontos em comum entre as letras das músicas e a crônica.

6-   Compreensão geral do texto ( análise do vocabulário, incluindo a percepção de palavras incomuns);

7-   Aprofundando a compreensão _ os alunos irão responder questões propostas sobre o texto na forma escrita;

      Perguntas para os alunos:
a) O beijo é apresentado apenas de forma romântica ?
b) Quais trechos do texto mostram que a experiência do beijo era algo novo para as personagens?
c) É possível encontrar  no primeiro e segundo parágrafos expressões empregadas no sentido figurado.Transcreva-as
d) Agora, reescreva as expressões no sentido denotativo.
e) A quem se refere a expressão “bactéria falante” e qual a figura de linguagem presente nela?
f) Transcreva, do último parágrafo, um exemplo de gradação.
g) O título do texto antecipa os acontecimentos ocorridos na narrativa ? Justifique.
h) Quais são os argumentos utilizados pelo “Cultura Inútil” para conquistar o primeiro beijo?
i) Que tipos de artifícios ou recursos você usaria para conquistar seu primeiro beijo?

8-  Lidando com os gêneros _  o professor vai instigar os alunos a reconhecerem a mescla de gêneros, num mesmo texto ( elementos de narrativa; presença do bilhete e trecho informativo/expositivo com explicações técnicas sobre o beijo);

9-  Busca de informações complementares em textos de apoio ou internet
 ( Quem foi Paracelso? O que é metabolismo? E outros termos específicos);

10-  Oferecer a leitura de outros textos de diferentes autores apresentando o mesmo tema_ Primeiro Beijo de Clarice Lispector;  Memórias Póstumas de Brás Cubas (Capítulo XIV: O primeiro beijo) Machado de Assis

 11 -  Ficha organizativa para aprofundamento dos textos lidos , contendo informações gerais sobre cada um dos textos como título, autor, gênero, onde o texto foi publicado, tema, informações obtidas sobre o tema com a leitura do texto, outras informações que julgarem relevantes.

12-  Exibição do filme “ Meu primeiro beijo” ( filme americano de 1991, 1h42 min., dos gêneros drama e romance, dirigido por Howard Zieff )  para análise de intertextualidade e apreciação crítica dos alunos.    

 
13- Produção de texto _  Redija um relato pessoal sobre a experiência do primeiro beijo (pode ser ficcional.).

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Atividades com o texto “Meu primeiro beijo”  -    ( Antonio Barreto)  

      Público-alvo- alunos de 7ª série/ 8º ano

1.  Ouvindo a música-  Depois de ouvirem  as músicas  “Beijo, Beijinho, Beijão” - Larissa Manoela (Carrossel), ” – “Meu primeiro beijo”  João Victor,  participem de uma roda informal de conversa com seus colegas , falem de suas impressões: Já conheciam as músicas? O que acharam delas? Como o título contribuiu para identificar o tema? Conhecem outras letras semelhantes à que foi tocada? Quais? Em que essas letras são
semelhantes?

2- Atividade oral - Alguém, nessa turma, já passou pela experiência do primeiro beijo? Como foi?
1) A partir do título- “Meu primeiro beijo” – reflita e responda :
a)Qual é o tema do texto?
b)Quem seriam os personagens e suas faixas etárias?
2) Leia os três parágrafos inicias para responder às seguintes questões:
a) Como você imagina o desfecho desta história?
b) Suas hipóteses se confirmaram?

3- Atividade escrita
1) Destaque do texto os termos desconhecidos e pesquise (dicionário, internet ou enciclopédia)
2) Qual é o tipo de narrador do texto?Narrador personagem ou narrador observador?
Transcreva uma parte a fim de justificar sua resposta.
3) Em “ Seus lábios tocaram os meus “ os pronomes em destaque referem-se a quais personagens?
4)”Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram ...E foi ficando nisso”
Neste trecho, observa-se:
a) a emoção do primeiro beijo vivenciada pelos personagens.
b) uma paixão correspondida.
c) a naturalidade com que os acontecimentos cotidianos  são tratados.
d) o aumento das contas telefônicas em razão do namoro das personagens.


4- Intertextualidade - Música “Beija eu “- (Marisa Monte);
a) Utilizar o laboratório de informática para assistirem ao clipe da música.
b) Exibição do filme “ Meu primeiro beijo” para análise de intertextualidade e apreciação crítica dos alunos.    


5- Produção de texto - Redija uma “receita do primeiro beijo” e um “verbete divertido” para definir o termo “ beijo”.

 


domingo, 9 de junho de 2013

APRENDENDO SEMPRE

Uma observação importante é que a leitura, no meu ponto de vista, é um investimento que um indivíduo faz para si próprio, uma vez que está auxiliando-o a analisar a sua própria vida, ajudando-o a se conhecer melhor e os outros também.
O que vocês acham?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PARA LER E REFLETIR



A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.  André Maurois




A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.


Cora Coralina

terça-feira, 4 de junho de 2013

PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS COM A LEITURA - DEPOIMENTOS

                              PROFESSORA MARIA APARECIDA DA CUNHA RANALLI

Gostei muito dos depoimentos de leitura... Até citarei alguns excertos para começar o

 meu depoimento. São eles: "A literatura é um processo de transformações alquímicas. É 

magia" Rubem Alves; "A literatura é o catálogo das vidas possíveis e impossíveis" 
Contardo Calligaris. 
Magia, vidas possíveis/impossíveis, sonhar... O que eu mais gostava quando pequena,
era o meu pai contando estórias na hora de dormir. A sua imaginação era muito fértil, 
tanto que os seus personagens tinham nomes diferentes  os quais lembro até hoje -
Pafúncio, Hemenergildo, Escolástica, Brasilínea - e os seus enredos sempre nos leva-
vam a refletir sobre situações já vivenciadas por alguém próximo, ou situações que 
trabalhavam o medo, a perda.
Quando começamos a ler, os pequenos livros de estórias fizeram parte de nosso uni-
verso como "O patinho feio", "Os três porquinhos", "Cinderela", "João e Maria", "Ra-
punzel", "A festa no céu", "Branca de Neve e os sete anões", "João e o pé de feijão", 
"A galinha dos ovos de ouro", etc. E a coroação de tudo isto foi quando os meus pais
nos levaram para assistir no cinema "Branca de Neve e os sete anões", tela grande,
som forte, a música do filme, os efeitos, tudo isso, nos encantou.
E o que era peculiar em mim e o é até hoje, o saber ouvir os "causos" que os meus 
avós e tios contavam como da "Mula sem cabeça", "Saci pererê", "Lobisomem"; pois
moraram muito tempo em fazendas de diversas regiões do estado de São Paulo - os
avós e tias maternas. Do lado paterno, tudo que aconteceu com a família, que foi pas-
sear na Itália, estourou a primeira grande Guerra, foram obrigados a permanecer por
lá por quatro anos e a sua volta ao Brasil.
De tanto ouvir as estórias que os meus pais, avós e tios contavam o interesse pela lei-
tura ficou mais aguçado. Tinha facilidade para ler e escrever, desenvolver as minhas
redações que eram propostas através de temas ou com as pranchas de figuras. 
Arriscava-me em pequenas quadras, poemas curtos, sempre com muita rima. Acabei
participando de concursos de redação e fui premiada algumas vezes com diplomas
e medalhas.
Maria Aparecida.




 PROFESSORA MARIA DO CARMO MAGRINI


Achei os depoimentos muito profundos e verdadeiros.Quero destacar as palavras de Marilena Chauí: " Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida , pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala, graças ao pensamento e à fala de um outro."
   Voltei à minha infância e lembrei de minha primeira professora. Ela era apaixonada por poemas, declamava com tanta propriedade e sentimento que era impossível  não se inspirar nela.Nas apresentações e festas comemorativas, escolhia  alguns alunos para recitar, e eu , sempre estava na sua lista , já que adorava ler e estudar. Em casa, minha mãe contava histórias antigas, lendas, contos de fadas, sempre antes de dormir. Era um momento especial, mágico.
   Com o passar do tempo, sentia a necessidade de transmitir ao outro todo esse prazer que a leitura provocava em mim. Então, arrumava minhas bonecas em cadeirinhas e diante de uma lousinha que meu pai fez para mim, transformava-me na  professora, que lia e escrevia as histórias que mais gostava para suas  alunas imaginárias.
    O contato com a leitura foi muito forte para mim e marcou minha vida para sempre. Não posso deixar de citar o conto de Clarice Lispector, Felicidade Clandestina, que mostra toda a magia da paixão pela leitura e a importância de uma descoberta na vida de uma garotinha. Assim também foi a minha descoberta.





PROFESSORA MARIA DO CARMO CIOFFI GARUTTI

Para mim, ler um livro é como viajar para outro mundo.  Enquanto as outras meninas se preocupavam com maquiagem e garotos, sempre preferi ir à biblioteca pegar um livro para ler.  Com eles, conheci a Europa, os Estados Unidos, a Segunda Guerra, bruxos, castelos, vampiros e uma série de outros lugares, pessoas e seres fantásticos.  Ler é muito mais que um ato mecânico de decodificar símbolos.  É adquirir novas experiências.
Lembro que aprendi a ler com gibis e revistas e, gradualmente, fui descobrindo meus primeiros livros.  Cresci e meus melhores amigos eram Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali.  Conheci as princesas, bruxas e lobos maus.  Meu primeiro livro foi "O gato de botas"e "As aventuras do cãozinho Esopo".
Lembrar-me desses livros traz à tona boas lembranças.  Eles não só fazem parte do meu arcabouço de leitura como também fazem parte da minha constituição enquanto sujeito.  À medida que adentrava cada vez mais fundo no mundo dos livros, me apaixonava por eles.  E quanto mais apaixonada estava, mais coisas descobria e mais conhecimentos adquiria.
Assim como Danuza Leão diz no seu depoimento que não se guia muito pela lista dos mais vendidos, eu também não sou assim.  Tenho minhas preferências, mas se algum livro que está muito comentado me despertar o interesse, então o leio.  Particularmente adoro crônicas e contos, principalmente os textos de Luís Fernando Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Machado de Assis.  Mas também gosto e leio poemas, além de outros gêneros.
A leitura para mim é um momento de prazer, um tempo que paro para ficar comigo mesma, pois durante esse tempo me envolvo completamente com o lugar e com os pensamentos e atitudes das personagens.


PROFESSORA MARIA DO CARMO SUARES LIMA

Nasci no sertão do Ceará, terra árida, hostil. Em nossa casa, extremamente humilde, não havia sequer energia elétrica. Então, nada de tecnologia. Por um lado, ainda bem, pois pude preencher meu tempo, que quando a gente é criança parece infindável, com livros. Morávamos em um pequeno sítio e minha mãe era a professora do local. A escola "era a sala da minha casa" e contemplava o 1o, 2o e 3o ano das séries inicias. Minha mãe era leiga, posto que havia cursado apenas até a 5a série do Ensino Fundamental. No nordeste tinha muito disso. Ela podia até não ter um diploma universitário, mas a vida lhe dera um diploma mais importante: o de uma professora consciente de sua função,criativa e muito dedicada.
 Segundo ela, desde muito pequena, eu ficava na sala assistindo às aulas e rabiscando. O resultado foi que aprendi a ler e escrever aos 5 anos de idade. E o foi através dos livros didáticos, os únicos que existia, por isso nada tenho contra eles, ao contrário. Não me importava em ler textos fragmentados, pois eu tinha um imenso prazer em imaginar a outra parte da história. Era muito interessante ser coautora do livro. Sempre me entreguei de corpo e alma aos livros e sentia (e sinto)uma necessidade imensa de sonhar, de conhecer mundos novos, de sentir emoções. Posso dizer que a partir do momento que comecei a ler meu pequeno universo se expandiu e, lembrando Einstein, nunca mais voltou ao seu tamanho original.
 Aos 9 anos eu e minha família mudamos para esse Estado e eu continuei minha relação prazerosa com os livros. Mas confesso que não tenho só virtudes como leitora. Meu Deus! Lembro-me que quando estava no Ensino Fundamental e a professora exigia que lêssemos um livro para o preeenchimento da chamada Ficha de Leitura, alguns colegas reclamavam e diziam que não iriam ler nada. Eu, muito solícita,sem exigir nada em troca, oferecia-me para ler os livros e elaborar os resumos.Assim, várias vezes os impedi de sentirem o quão o ato de ler é incrível. Mas o pior é que não consigo me arrepender disso, pode?
 Mas não é só a leitura que me fascina. Gosto muito de escrever e meu sonho é publicar um livro, mesmo que seja às minhas expensas. Talvez o meu texto nem tenha qualidade literária e corro o risco de o acharem medíocre, mas não importa porque ele estará eivado de paixão e emoção. E como fez Clair Feliz Regina, vou esperar me aposentar como professora para começar a escrever. Continuarei exercendo a Advocacia, mas certamente terei mais tempo livre.
 Ah, já ia esquecendo de dizer que como escritora já tenho até um público consumidor: os meus alunos.Eles dizem que serão os primeiros a comprar os meus livros. Querem incentivo melhor?
 Abraços!